Inspiração

2015, o ano que não acabou

Todo fim de ano é a mesma coisa: a gente sofre, torce pra acabar logo, vincula qualquer tragédia ou morte de dezembro à maldição da data e xinga muito nas redes sociais. Acho que em 2015 isso está acontecendo mais do que nunca. Talvez pelos problemas políticos e econômicos do país, ou pelos ataques terroristas cada vez mais frequentes pelo mundo, ou pela grave crise de refugiados ou ainda por conta do bárbaro crime ecológico em Mariana…

É, 2015 não foi um ano fácil. E a gente tende a se apegar na ideia de ano virado, energia virada, e agora tudo vai ficar bem. Por isso que a gente torce tanto pro ano acabar, torce, torce e ele não acaba. Mas gente, quando acabar: o que muda?

Vamos esquecer de Mariana? Relevar o terrorismo? Salvar o Brasil? Os problemas não somem, e te garanto que é pior: vão é se somar com os novos problemas de 2016. Serão muitos. Mas isso não é uma ode ao pessimismo de fim de ano. Não, não: vocês não vão ver pessimismo saindo daqui.

Mas é uma proposta de encarar o ano, o que vai e o que vem, de uma forma diferente. Quero levar 2015 comigo, com tudo de bom e de ruim que ele me ensinou. Não vou deixar pra trás. Isso vale para: cobrar cada vez mais nossos políticos, se informar cada vez melhor sobre as implicações do que acontece pelo mundo, se envolver mais na causa dos refugiados. Contribuir ativamente para que, em 2016, a gente não termine o ano rezando pra 2017 ser melhor. Me perdoem os religiosos, mas rezar não vai salvar o nosso ano, nossas pessoas e nosso planeta.

E isso vale pros dramas pessoais também. Em 2015 vivi coisas incríveis: viajei pra lugares novos, aprendi a ser mais independente e conheci uma pessoa que mudou minha vida. Mas, pra conquistar tudo isso, eu lidei e tenho lidado com solidão, com dilemas, com perdas e com muitos medos. Faz parte. E não vou deixá-los pra trás não: eles que me fazem crescer e que vão tornar 2016 um ano sensacional, pra mim e pra vocês.

Vamos juntos?

Facebook Comments

Deixe um comentário