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A geração mimimi inspira muito

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A geração mimimi inspira muito

Se tem uma coisa que não aguento mais ver na internet é aquele tipo de artigo, compartilhado à exaustão, sobre a geração mimimi. A geração que não gosta de trabalhar duro, que quer tudo de mão beijada, que vive de aparências nas redes sociais, que não sabe fazer um arroz, que… O que mais mesmo?

Além de toda a negatividade desses textos amarguíssimos, eu sinceramente não entendo como alguém pode reduzir um amplo número de pessoas em uma única categoria de gente. Há quem defina a geração mimimi como millenials ou como geração Y, que abrange desde os nascidos nos anos 80! Milhões de jovens, todos iguais. Uma geração (ou duas) inteirinha com os mesmos problemas de narcisismo e preguiça. Ah, me poupem. Vamos tentar encarar com outros olhos?

A maioria de nós rala muito. Nós, que ralamos, podemos não virar tema de artiguinho sobre geração, mas estamos aqui fazendo o mundo girar. Muitos de nós somos brilhantes. Descobrimos formas criativas de solucionar problemas, gerar conteúdo, construir relacionamentos. Às vezes nós fazemos tudo igualzinho nossos pais, e às vezes não. Às vezes assustamos os mais conservadores. Às vezes não.

Uma mudança de olhar

Eu sinto muito pelos que só conviveram com jovens fúteis da geração mimimi, principalmente porque sei que essa constatação está muito mais no olhar enviesado do que na realidade. É só prestar atenção ao seu redor com um pouco menos de preconceito, e você vai ver aquele gerente de banco de 28 anos que é um ótimo líder, aquela youtuber de 22 anos que é incrivelmente articulada, aquele empreendedor de 30 que faz suas próprias bicicletas e trabalha intensamente pelo que acredita. Como tem jovem inspirador!

Falar mal e apontar o dedo pro outro é fácil. E gera cliques também – as pessoas adoram odiar juntas. Difícil é elogiar, é reconhecer qualidades e tentar aprender com elas. É admitir que você (ou sua geração) não é melhor, e tem sim muito a aprender. Isso vale pra todo mundo, millennial ou não. Você sempre, SEMPRE, tem alguma lição que pode levar do outro. Encarar isso como algo bom, e não de algum modo humilhante, vai fazer toda a diferença na sua vida. E no mundo. Já pensou se todo mundo começa a pensar assim?

Uma mera mudança de olhar faz toda a diferença. Procurar qualidades em vez de falhas é inverter o jogo.

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Author: Raíra Venturieri

Raíra Venturieri é jornalista, roteirista, escritora, filósofa de boteco e sim, bem tagarela. Foi repórter do Guia Quatro Rodas e tem matérias publicadas nas revistas Viagem e Turismo, Host & Travel e Viaje Mais, entre outras.



2 comments

  1. Eu acho que essa bad vibe de “falar mal” aumentou muito com o uso das redes sociais. Acho que de uma certa forma a geração anterior sempre critica a próxima com o velho discurso de “no meu tempo…”. O ego em geral faz com que você queira acreditar que o que você viveu e o que você era, era melhor do que se tem hoje. Mas não é bem assim, as pessoas mudam, evoluem e acompanham as inovações tecnológicas e as dificuldades de cada época. Não é porque temos diversas facilidades tecnologicas ao nosso dispor que a vida tenha ficado necessariamente mais fácil.

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