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Roteiro: 5 dias em Fortaleza

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Roteiro: 5 dias em Fortaleza

Olar!

Quem me acompanha no Instagram já sabe: acabo de voltar leve e solta de uma trip curtinha em Fortaleza. Foram cinco dias bem relax – visitamos todos os lugares que queríamos, mas sem aperreio de acordar cedo e correr pra agenda do dia. Por isso, já adianto: não, não fomos pra Jericoacoara, vilarejo paradisíaco que, infelizmente, não se encaixa numa viagem de cinco dias por lá. A não ser que você não tenha interesse em conhecer a capital e, como era a primeira vez do Paulo no Ceará, nós tínhamos. Chega de papo? Vamos ao nosso roteirinho:

Dia 1: Praia do Futuro e Beira-Mar

O caranguejo é o grande atrativo da Praia do Futuro
O caranguejo é o grande atrativo da Praia do Futuro

Chegamos na terça à noite e, depois de um sono embalado pela brisa cearense (como venta nesse lugar!), acordamos prontos pra pisar na areia: corremos pra Praia do Futuro, uma das praias urbanas mais bonitas da cidade. Não que ver o mar e pisar na areia seja ruim, mas nosso grande objetivo lá atendia pelo nome de caranguejo toc-toc. Se o toc-toc faz parte do nome oficial não sei, mas pra mim sempre foi assim: chegar em uma cidade nordestina e correr pro caranguejo aberto no martelinho faz parte da minha cartilha viajante-comilona. E tem coisa mais deliciosa? Quem não cresceu no Nordeste ou tem família lá (como eu!), costuma achar meio estranho essa coisa de se matar quebrando um crustáceo pra comer microcarninhas. O Paulo, por exemplo, não aderiu muito não hehehe mas eu perdoo (e como pelos dois!). A Praia do Futuro tem várias barracas com boa infraestrutura (algumas até com piscina), e nós fomos direto na tradicional Chico do Caranguejo. Recomendo!

À tarde fomos pra casa descansar e de noitinha partimos pro calçadão da Beira-Mar, na altura da feirinha de artesanato. Lá vende desde rendas e tecidos tradicionais até bijuterias, roupas e quinquilharias da China. Confesso que não temos muita paciência pra comprar quando estamos viajando (pecado, eu sei), demos só aquela olhadinha de fora. Como era feriado, tinha bastante gente por lá. Caminhamos pelo calçadão, curtimos alguns artistas de rua (tinha umas estátuas humanas muito lokis!) e fomos jantar no Coco Bambu, restaurante de lá mesmo que cresceu tanto que tem unidade até em São Paulo. Mas como o original é sempre mais gostoso, jantamos um pratão de camarão lá, seguido por outra iguaria de Fortaleza: o sorvete da San Paolo, misturado na hora com mixes à sua escolha, como nutella, oreo, morango, leite ninho e brownie. Ambos ficam na beira-mar mesmo, e valem cada caloria!

Dia 2: Beach Park

beachpark
O Beach Park requer energia, protetor solar e um biquini bem fechadinho rs

Confesso: estava looouca pra ir no Beach Park, o maior parque aquático da América Latina! Já tinha ido lá quando criança, e estava ansiosa pra ver se a realidade condizia com minhas memórias. E ó, a realidade é ainda melhor! O parque inaugurou muitas atrações nos últimos anos – está maior, mais radical e, como nada é perfeito, mais caro. O ingresso custa nada menos que R$ 205 por adulto e R$ 195 por criança. Uma facada, eu sei, mas pro turista que vai pra lá de vez em nunca, vale o investimento. São dezenas de tobogãs, muitos deles pra descer juntinho de bóia (meus favoritos!). Mas os famosos mesmo são o Insano (um dos maiores do mundo, que você desce na vertical e eu não tive coragem de ir hahaha) e o enorme Vaikuntudo (que você desce numa boia de quatro pessoas um tobogã bem lokis – esse fui e amei!). Há também atrações mais lights, como a correnteza com boias e as piscinas aquecidas. Uma delícia! O parque oferece lockers para guardar seus pertences (R$ 25 ou R$ 47, dependendo do tamanho), restaurante e quiosques com pipoca, churros e sorvete. Na área externa do parque, que não precisa de ingresso pra ir, há mais restaurantes, lojinhas e.. a praia! Afinal, chama Beach Park né…

O parque fica aberto das 11h às 17h e recomendo aproveitar cada minuto, porque passa rapidíssimo! Mais dicas: passe muito protetor solar à prova d’água e, às mulheres, usem maiô ou um biquini mais fechadinho nos seios. Porque, se não, é difícil saber como você vai sair de um tobogã… hahaha!

Dia 3: Dragão do Mar e Ponte dos Ingleses

O Dragão do Mar é o principal centro cultural da cidade
O Dragão do Mar é o principal centro cultural da cidade

No terceiro dia, ainda cansadinhos do Beach Park, acordamos mais tarde e almoçamos num bairro perto de onde estávamos, chamado Varjota. Há muitos restaurantes gostosos por ali e escolhemos o tradicional Colher de Pau, onde comemos um delicioso bobó de camarão (Nordeste, te amo!). De lá fomos pro Dragão do Mar, um centro cultural charmosíssimo. Vimos muito do que a gente gosta: arquitetura lindinha, paredes grafitadas, obras de arte contemporânea, barzinhos com arquitetura colonial… E ainda deixamos pra próxima o cinema e o planetário. Como diriam os cearenses: “pense num passeio gostoso”! Como ele fica no centro da cidade, vale a ressalva de tomar cuidado com os pertences, ficar ligado ao seu redor e estacionar o mais próximo possível. A mesma recomendação vale pro nosso próximo destino: a Ponte dos Ingleses.

Em um outro trecho da Beira-Mar, a Ponte dos Ingleses já foi a principal atração de uma revitalização que se deu na região alguns anos atrás. Infelizmente, algumas prefeituras desastrosas que vieram depois (sorry, é verdade) fizeram com que essa região fosse abandonada novamente, e muitos estabelecimentos bacanas por ali fecharam. A ponte mesmo está bem descuidada, mas ainda não tira o seu mérito de abrigar um dos lugares mais bonitos da cidade pra se ver o pôr do sol. Antes do anoitecer, porém, vale caminhar um pouco pelo calçadão, comprar uma pipoca, quem sabe até alugar uma bicicleta. Esses pequenos comércios de rua que existem por ali contribuem bastante pra reocupar uma área de lazer que, sinceramente, tem tudo pra voltar a ser um point de Fortaleza. Porque o calçadão ali, bem largo e repleto de pontes, é sem dúvida o trecho mais bonito da Beira-Mar.

Dia 4: Canoa Quebrada

As falésias são a grande atração de Canoa - vistas de cima e de baixo
As falésias são a grande atração de Canoa – vistas de cima e de baixo

A sexta-feira light foi perfeita pra começarmos o sábado com gás total: acordamos cedinho, almoçamos tapioca e cuzcuz na padaria (amo amo amo) e pegamos a estrada de duas horinhas até Canoa Quebrada. Lá, ficamos na pousada Falésia, simples, mas em conta (R$180 com café da manhã) e com o dono mais simpático da região hahaha. É legal passar a noite lá, pra curtir o dia com mais tranquilidade e espiar a animada night da Broadway – nome sugestivo da rua principal da cidade, repleta de restaurantes e barzinhos. Mas nada de letreiros luminosos, ok? Nesse primeiro dia em Canoa, descemos pra praia – mais gostosa pra banho do que a Praia do Futuro, por ter ondas mais calmas e piscininhas naturais – tiramos muitas fotos em meio às falésias, tomamos uma cerveja molhando o pé na água da maré alta e ainda escalamos o letreiro-símbolo da cidade. Pro almoço, peixe-frito pescado no dia. Tá bom ou quer mais? Então tem mais: depois desse dia delicioso, ainda subimos na Duna do Pôr-do-Sol pra ver o entardecer mais lindo da cidade. Inesquecível!

Depois disso, curtimos um pouco a piscina da pousada e fomos jantar no restaurante mais romântico por ali, o L’ Atelier. O mix de italiano com francês serve risotos, frutos do mar, e até um hambúrguer gourmet, em ambiente bem gostoso e ao ar livre! E os preços são ótimos: pagamos menos de 40 reais por cada prato individual. Se em São Paulo eu encontrasse um risoto de camarão por esse valor… O único porém é que a comida demorou bastante, então se você estiver ansioso pra curtir a noite na Broadway, talvez seja melhor escolher um restaurante por lá. Depois de jantar, subimos pra espiar a tal rua das baladas e é surpreendente: juro que não tinha tanta gente assim na praia! Muitos bares com música alta, muita gente bebendo na rua… Mas confesso que é uma galera bem novinha e, como não sou nada da balada, nós apenas espiamos com curiosidade e voltamos pra pousada.

Dia 5: Passeio de Buggy

O passeio de buggy faz paradas em pontos estratégicos nas dunas
O passeio de buggy faz paradas em pontos estratégicos nas dunas

Para aproveitar ao máximo nosso último dia, reservamos um passeio de buggy com o próprio pessoal da pousada. Há duas opções por ali: um passeio pelas praias, com parada pra almoçar lagosta, e um passeio pelas dunas, com paradas em lagoas e em uma tirolesa. Optamos pelas dunas, porque queríamos ver paisagens diferentes, mas se tivéssemos mais tempo faríamos os dois! O passeio durou 2 horas e custou R$ 200 por buggy (4 pessoas). O preço é justo pelo tour, um dos mais divertidos da viagem! Dá pra dirigir pelas dunas com ou sem emoção, e curtir as ótimas tirolesas que caem direto em uma lagoa de água doce! Há ainda uma parada no chamado Oásis, que é uma grande lagoa doce cheia de peixes. Mas, infelizmente, o Ceará está passando por uma seca braba nos últimos tempos, então essa lagoa estava bem sequinha.

Depois do passeio (e de muito protetor solar, hein?), fizemos check out e fomos almoçar em um enorme restaurante/lounge/barraca chamado Chega Mais Beach. Que lugar incrível! Lembra uma barraca da Praia do Futuro, mas mais novinho e bonito. Há mesas em uma área coberta e com piso de pedra; outras bem próximas a um playground e uma piscina (esta, a um custo de R$ 10 por pessoa); e outras ainda mais perto da praia, em uma área na areia sombreada por coqueiros. Estrutura bem bonitinha, com banheiros limpos, nota 10! A comida tem um preço ok, e quem quiser pagar menos ainda pode optar pelo bufê por quilo. Achei uma ótima opção em Canoa Quebrada, principalmente pra quem viaja com crianças e quer uma mesa pertinho dos brinquedos.

É isso! No domingo à noite voltamos pra São Paulo, felizes da vida com a sensação de que curtimos muito os nossos cinco dias e, ao mesmo tempo, deixamos muitos passeios pra próxima visita. Como, claro, Jericoacoara. E mais Beach Park! Espero que nossa experiência ajude a tirar suas dúvidas sobre essa deliciosa capital nordestina e, se tiver alguma pergunta ou sugestão, por favor deixe abaixo. Quem sabe mais um motivo pra eu voltar? 🙂

Beijos!

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Author: Raíra Venturieri

Raíra Venturieri é jornalista, roteirista, escritora, filósofa de boteco e sim, bem tagarela. Foi repórter do Guia Quatro Rodas e tem matérias publicadas nas revistas Viagem e Turismo, Host & Travel e Viaje Mais, entre outras.



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