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24 horas em Buenos Aires

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24 horas em Buenos Aires

Na nossa viagem curtinha com o Visit Argentina, tivemos um diazinho em Buenos Aires. Já adianto que não é suficiente pra conhecer a capital portenha, que é repleta de parques, bairros históricos, lugares cheios de cultura e restaurantes que parecem saídos diretamente do Pinterest. Sério, que cidade linda! Enquanto não volto pra matar o gostinho (fuerte!) de quero mais que ficou, conto pra vocês o que fizemos em 24 horas em Buenos Aires.

O tour pela Casa Rosada

Tour pelo interior da Casa Rosada, em Buenos AiresQuem curte história precisa conhecer a Casa Rosada, sede do governo que ficou eternizada pelos discursos acalorados de Eva Perón, lá na década de 40. Não sei vocês, mas pelo menos pra mim essa é a associação mais forte que tenho com o local. Pra quem não lembra, Evita foi a primeira dama que tornou-se conhecida por lutar pelas causas dos trabalhadores e mais pobres, e que teve um impacto enorme na história ao dar direito a voto às mulheres em 1947.

Apesar de já ter ido duas vezes à Buenos Aires, nunca tinha entrado na Casa Rosada. O tour é grátis e aberto a turistas apenas aos finas de semana – é necessário reservar com uns 15 dias de antecedência pelo site da Casa Rosada. Eu adorei conhecer por dentro a construção, interessante tanto pela história quanto pela arquitetura. E acabei descobrindo alguns fatos curiosos, como o dado de que a última pessoa a pisar na sacada de Evita foi Madonna, pra gravação do filme sobre primeira dama em 1996. Isso porque, desde então, os presidentes usam outra sacada para seus discursos. Doido, né?

Fachada da Casa Rosada, sede do governo em Buenos AiresEu curti bastante o tour, mas se você tiver apenas 24h em Buenos Aires, talvez seja melhor só visitar a Plaza de Mayo e conhecer a Casa Rosada por fora. O que não pode faltar em um giro por Buenos Aires, sem dúvida, é um rolê por Palermo.

Tarde no bairro dos sonhos (hipsters): Palermo

O bairro de Palermo, em Buenos AiresO maior bairro de Buenos Aires é também o mais legal. Lá ficam parques e praças, os melhores restaurantes da cidade, muitas lojas descoladas, feirinhas e hotéis boutique. Essa é a segunda vez que fico hospedada por ali, e juro que dá vontade de ficar só lá, vivendo a vida e pé e esquecendo dos pontos turísticos.

Nos arredores do nosso hotel, o Nuss, tinha tanto barzinho com paredes coloridas, grafites e calçadas fofas que fiquei imaginando como deve ser fácil pra uma blogueira morar por ali. Hahaha juro, cada esquina é uma locação! Pra quê ir pra Nova York criar conteúdo gente, vamos pra Palermo! Inclusive, recomendo bastante nosso hotel, tanto pela localização hipster quanto pelo conforto dos quartos e o charme do rooftop, que tem até uma piscininha. Amei! Essa parte específica do bairro chama-se Palermo Soho.

Outro lugar que adorei conhecer pelo bairro foram os Arcos de Palermo, bem ao lado do Roseiral (que também é lindooo). A região é toda conhecida como Bosques de Palermo, porque compreende alguns parques, como o colorido Roseiral, o Jardim Botânico e o Jardim Japonês. Depois de passear pela natureza, almoce ao ar livre em um dos restaurantes bacanas que ficam nos Arcos, como a hamburgueria Williamsburg (eleita a melhor da cidade) ou o restaurante de peixes Divisadero Parador, que tem a decoração maaais fofa.

Restaurantes nos arcos de palermo, em Buenos Aires
Plena no Divisadero, restaurante nos Arcos de Palermo

Quando conhecer Palermo, recomendo dar uma passadinha no bairro vizinho, Recoleta, pra conhecer a escultura mais emblemática da cidade. A Floralis Genérica fica na Plaza de las Naciones Unidas e tem uma característica interessante: ela se abre de acordo com o horário do dia e a posição do sol. Lindo, né? Sem contar que é mega fotogênica. 🙂

Escultura Floralis Generica, em Buenos Aires, vista de drone

Passadinha pelo centro, aquele turismo obrigatório

Obelisco, atraçao mais famosa de Buenos Aires, ArgentinaNo final da tarde, nosso passeio foi caminhar pelo centro em direção ao hotel Panamericano, de onde veríamos o pôr do sol com vista para o Obelisco. Infelizmente o rooftop não é aberto para não-hóspedes, mas se você pretende passear algum dia pelo centro, talvez valha a pena reservar uma noite ali. A vista do hotel e a área da piscina definitivamente merecem a estadia! A diária é mais cara que nos hotéis de Palermo (parte de R$ 800) e o centro não tem o mesmo charme, por isso eu recomendaria ficar apenas uma noite mesmo.

Até chegar no Panamericano, caminhamos pela Calle Florida – famosíssima rua de pedestre cheia de lojas -, passamos pelo lindíssimo shopping Galerías Pacífico e demos uma desviadinha até a livraria-ex-teatro El Ateneo. É uma das livrarias mais lindas do mundo! São passeios bem turistões, mas obrigatórios se for sua primeira vez na cidade. Recomendo, inclusive, assistir um espetáculo no famoso teatro Colón, que também fica no centro. Foi uma experiência que eu tive em uma das primeiras vezes em Buenos Aires e garanto que será inesquecível!

Livraria El Ateneo em Buenos AiresTermine o dia em Puerto Madero

Já deu pra perceber que 24 horas em Buenos Aires não é o suficiente, né? Nessa viagem, nós terminamos o dia no único lugar possível (porque é indispensável): Puerto Madero! O mais novo bairro da capital portenha é um dos mais nobres, com lojas e restaurantes finos debruçados sobre o calçadão revitalizado às margens do Rio Darsena Sur, área portuária do Rio da Prata. É um charme só! Tem até obra de Santiago Calatrava por ali, a modernosa Puente de la Mujer. Bem do ladinho da ponte fica outra atração turística, o Fragata Sarmiento. Trata-se de uma embarcação histórica convertida em museu flutuante. Parece bem interessante, mas o horário de funcionamento vai até 19h – insuficiente pro nosso dia corridão. Ficou pra próxima!

Puerto Madero, em Buenos AiresHá muitos restaurantes de carnes por ali (dessa vez nós jantamos no Puerto Cristal, mas eu gosto mais do Cabaña Las Lilas) e um inusitado cassino flutuante. Sim, você leu certo! Hahaha! Como é proibido ter cassinos na cidade, a “solução” foi instalar o Casino Buenos Aires em um navio ancorado no meio do Rio Darsena, em teoria fora de território portenho. Malandricos! Pra terminar seu dia living la vida loca na Argentina! 🙂

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O que faltou nessa viagem, mas eu faria certamente se tivesse mais tempo: passear pelo bairro La Boca, onde ficam as casinhas coloridas de Caminito e o estádio La Bombonera, sede do time de futebol Boca Juniors. É um tour que já fiz em viagens passadas, mas fiquei doida pra mostrar pro Paulo, que visitou a cidade pela primeira vez agora. Lá você tem contato com partes importantes da cultura portenha, mesmo que nesses lugares venham “embaladas” pra turistas. Ah, falando nisso: um show de tango turistão, como o do Café Tortoni, também é passeio digníssimo em uma viagem a Buenos Aires. Amo demais! Quem sabe fica pra um próximo relato sobre a capital portenha, de preferência em um futuro próximo! Se você ainda está decidindo seu destino pras próximas férias, eu bato o martelo: em tempos de dólar e euros nas alturas, não há custo-benefício melhor que visitar os hermanos.

Se você gostou desse post, leia aqui no blog sobre outros destinos na Argentina.

 

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Author: Raíra Venturieri

Raíra Venturieri é jornalista, roteirista, escritora, filósofa de boteco e sim, bem tagarela. Foi repórter do Guia Quatro Rodas e tem matérias publicadas nas revistas Viagem e Turismo, Host & Travel e Viaje Mais, entre outras.

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