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Como deve ser o mídia kit de blogueiros e influenciadores

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Como deve ser o mídia kit de blogueiros e influenciadores

No artigo de hoje, resolvi incentivar a comunidade de creators daqui a colocar a mão na massa e investir tempo e energia em um dos documentos mais importantes se você trabalha com internet: o mídia kit.

Eu não tenho dúvidas de que meu mídia kit é um dos grandes motivos de eu conseguir trabalhar com tanta marca bacana no meu Instagram, mesmo sendo uma influencer pequena.

Porque a verdade é: de nada adianta você ter um grande talento ou capacidade criativa se as empresas e agências não sabem que você existe ou o que você é capaz de fazer. Num mercado tão saturado quanto a internet, esperar pra “ser achado” é um baita tiro no pé.

Mas mídia kit pra quê mesmo?

Pra quem não sabe muito bem do que estou falando, vou explicar brevemente o que é um mídia kit e pra que ele serve. É simplesmente uma apresentação do seu trabalho, que fala um pouco das suas qualidades, dados sobre sua audiência e cases de trabalhos que você já fez.

Ele é fundamental pra quem tem o modelo de negócio mais comum na internet: oferecer conteúdo de graça pro público e monetizá-lo por meio de anunciantes – marcas que têm interesse em vender para o seu público ou se associar a seu nome/marca.

E é por isso que os números da sua audiência, seja em redes sociais, seja em pageviews do blog, são informações fundamentais pra que você se venda. Mas não são a única coisa que importa. Você precisa, por meio do mídia kit, demonstrar um pouco da sua personalidade, dos seus valores e do conjunto de elementos que vão fazer parte de uma campanha que use sua imagem. Isso é agregar valor. Trabalhar com influenciadores é muito diferente de trabalhar com banners, há toda uma história por trás de ambos os lados.

Da mesma forma que pode gerar uma crise enorme pra marca trabalhar com um influenciador que se envolva em alguma polêmica, também gera uma crise de confiança pra o influenciador se envolver com uma marca que não tenha os mesmos valores de sua comunidade.

O mídia kit precisa representar você. Isso vai do texto que você escreve, às fotos que usa pra ilustrar seus projetos, até à diagramação da apresentação que você fez. Tudo isso demonstra seu senso estético, suas prioridades e até o que você mais valoriza no seu trabalho.

Então, o que não pode faltar num mídia kit?

Já deu pra perceber que mídia kit não é bem receita de bolo, né? Cada pessoa vai saber quais projetos e dados representam melhor seu trabalho e seu propósito na internet.

Mas há sim alguns dados importantes que você não pode esquecer de incluir na sua apresentação. O formato que você vai apresentar isso e quais informações a mais vai colocar para agregar valor, aí fica por sua conta.

Se você quiser fechar jobs, você precisa deixar claro pra agências e marcas por que vale a pena trabalhar com você e, melhor ainda, em que casos vale mais a pena. Então seu mídia kit precisa ter dados de alcance, impressões, média de likes e de curtidas do Instagram. Se for youtuber, número de inscritos e horas de visualização. Mas tem que ser dados reais hein – não adianta inflar seus números pra depois desapontar em uma campanha e queimar o filme!

Além disso, é fundamental que você inclua algumas informações relevantes sobre sua audiência, como idade, gênero e localização. Isso é primordial pra saber se seu público coincide com o público que a campanha quer alcançar. Isso é bom pra marca, que pode ter mais conversões, e bom pra você, que vai trabalhar com um produto que interessa de fato à sua audiência. Você encontra esses dados facilmente no Instagram, se tiver uma conta business ou de criador de conteúdo.

Outra coisa legal de incluir no seu mídia kit é cases ou marcas legais que já trabalharam com você. Funciona como um atestado de qualidade, sabe? Se uma marca menor ver que você já trabalhou com marcas médias e grandes, já passou pelo crivo deles, fica mais fácil confiar que você vai fazer um bom trabalho.

Ah, e também não se esqueça de escrever um pouquinho sobre você, seu background, se tem alguma formação, onde você mora e alguns interesses. Listar de forma bem fácil alguns temas que poderiam se enquadrar no seu conteúdo também facilita o trabalho da agência.

Ajuda muito, inclusive, você se colocar no lugar do profissional na agência. Ele recebe um briefing de uma marca, precisa listar rapidamente alguns influenciadores pra campanha e não tem tempo a perder. Pensa só como pode ser útil ele ter na mão seu mídia kit com todas as informações que ele precisa pra te vender, inclusive o preço que você cobra. Facilita muito a vida, né? E eu não sei vocês, mas eu gosto de trabalhar com gente que entrega e facilita minha vida!

Tá, mas dá pra resumir?

quais slides deve ter num midia kit

Pra deixar esse artigo mais didático, vou listar aqui slide por slide como você deve fazer seu mídia kit.

Primeiro slide: uma capa bem linda com seu nome e uma foto maravilhosa sua ou que você tirou. É legal que ela tenha a ver com o seu nicho, seja ele viagem, moda, beleza ou o que for.

Segundo slide: uma foto sua de rosto e um texto breve, de no máximo dois parágrafos, contando um pouco sobre você. Não se esqueça de falar em que cidade você mora e se tem alguma formação, como jornalismo ou design.

Terceiro slide: aqui você já pode falar sobre suas principais redes sociais, audiência, números relevantes e etc. Dependendo da sua presença online, isso pode ocupar um, dois ou até três slides.

No próximo slide eu acho legal você listar redes menores ou projetos paralelos que você tem na internet. Eles podem não ser seu principal asset pra um job, mas demonstram mais dos seus interesses ou habilidades. Por exemplo, eu escrevo regularmente no LinkedIn e tenho uma audiência de 9.000 leitores por lá. Incluí no mídia kit.

Depois, é bacana você colocar alguns cases e clientes com os quais trabalhou. Se tiver algum trabalho bem bonito, que rendeu várias fotos, pode usar um slide inteiro pra falar de um projeto só.

No penúltimo slide, eu fiz um espécie de tarifário, com alguns serviços que ofereço e o quanto cobro em média por eles. Por exemplo: valor de post no Instagram, de texto pra blog e de cobertura de evento.

Aí, no último slide, fale de uma forma bem simpática que está aberto a trabalhar com outros formatos, deixe seu contato e suas redes bem acessíveis e agradeça a atenção. Simples, né?

Mídia kit em mãos… o que fazer?

Está com seu mídia kit pronto e não sabe como espalhá-lo pelo mundo? Calma que eu te ajudo. Uma coisa que eu fiz e que valeu muito a pena foi criar uma planilha com nome e e-mail de todas as agências e marcas com as quais eu já tinha conversado nos últimos anos. Se você não tiver esses contatos, dê uma pesquisada sobre as principais agências de influenciadores e marketing digital que podem se interessar em trabalhar com você.

Outra boa dica é usar o LinkedIn pra se conectar com pessoas-chave em empresas com as quais você quer trabalhar. Mas, antes de partir pra ofensiva, é bom você fazer uma análise criteriosa de quais empresas têm a ver com seu conteúdo editorial, com os interesses da sua audiência e que, enfim, podem ver valor nessa relação. Precisa ser vantajoso pra todos, certo?

A ferramenta de busca do LinkedIn é ótima e, além de pesquisar por empresa, você também pode fazer busca por cargos. Gerentes de Marketing, aqui vamos nós! Um adendo: nessas horas ajuda bastante ter um perfil no LinkedIn completo e com conteúdo, que vai te diferenciar de outras pessoas que abordem os gerentes. Sugiro que dê uma olhada no artigo 6 dicas pra se destacar no LinkedIn.

E, claro, tenha sempre o arquivo do seu mídia kit atualizado e em mãos, no computador e no celular, pra responder rapidinho caso alguma agência ou marca entre em contato. Agilidade fecha negócio nesse mercado, pode acreditar!

É isso! Espero que esse artigo tenha tirado algumas das suas dúvidas sobre mídia kit e te incentivado a criar ou aprimorar o seu. Se tiverem outras dicas ou dúvidas, escrevam nos comentários. Até a próxima!

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Author: Raíra Venturieri

Raíra Venturieri é jornalista, roteirista, escritora, filósofa de boteco e sim, bem tagarela. Foi repórter do Guia Quatro Rodas e tem matérias publicadas nas revistas Viagem e Turismo, Host & Travel e Viaje Mais, entre outras.

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