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O que aprendi com o livro Essencialismo

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O que aprendi com o livro Essencialismo

Já tem um tempo que quero falar com vocês sobre Essencialismo, de Greg McKeown, um dos livros que mais me impactaram esse ano. Pelo nome, já dá pra concluir qual o mote da coisa: a busca pelo essencial, por focar em menos coisas na vida pra fazer menos, porém melhor.

Parece simples quando se define assim, mas a verdade é que adotar um estilo de vida essencialista pode ser bastante desafiador no começo. Isso porque vai contra muito do que nos é ensinado ao longo da vida, como o nosso impulso quase inconsciente por dizer “sim” a toda oportunidade ou demanda que nos aparece.

Nesse texto, vou compartilhar com vocês alguns aprendizados que levei do livro pra vida e que acho que podem ter um impacto muito positivo, tanto na nossa evolução profissional quanto na satisfação pessoal.

O que é essencial pra você?

Uma coisa que gostei muito no livro é que ele não tem uma abordagem simplista, como muitos livros de autoajuda. O primeiro passo pra se tornar essencialista é, de cara, bem difícil. Envolve muita reflexão, muitos momentos de ócio, muita experimentação pra você entender e decidir o que é realmente essencial pra você.

Ser essencialista não é dizer “não” pra tudo, mas sempre analisar as opções com cuidado antes de fazer uma escolha. Aí entra a frase clichê (que eu amo!): “Se não estabelecermos prioridades, alguém fará isso por nós“. Ao abrir mão das nossas escolhas (e fazemos isso sem perceber, o tempo todo), permitimos que outras pessoas escolham por nós.

Além de perder o controle sobre o nosso caminho, isso pode fazer também com que a gente perca o foco. Fazer várias coisas ao mesmo tempo leva a uma microevolução em diferentes áreas, enquanto focar em uma ou duas coisas que são realmente importantes pode levar a resultados extraordinários. Como na ilustração abaixo que extraí do livro:

É simples, óbvio, mas pode fazer a nossa cabeça explodir, né? Hahaha eu sei que eu tive muitos insights quando vi essa imagem e foi o momento que eu percebi que precisava aplicar urgentemente do essencialismo no trabalho e na vida.

Até porque, se você define que tudo é prioridade, no fundo nada é prioridade. Não é óbvio?

Como decidir quando dizer não?

O autor define essencialismo como “a busca disciplinada por menos”. Percebeu o negrito, né? Pra que você realmente faça uma mudança na sua vida, é preciso ter realmente muita disciplina até que o “não” se torne mais fácil e as decisões um pouco mais intuitivas. É como eu falei no começo: negar projetos, ajuda e trabalhos vai contra o que fomos ensinados a vida toda.

Claro que o livro dá algumas ferramentas pra que você consiga adotar isso. Uma sugestão que eu gostei bastante é imaginar aonde você quer estar daqui 5 anos e pensar quais são as ações fundamentais que você precisa tomar HOJE pra que isso aconteça.

Digamos que seu objetivo é, por exemplo, ser um autor publicado daqui 5 anos. Com isso claro na sua mente, fica óbvio que você precisa recusar aquela proposta tentadora como gerente de marketing que vai te levar pra direção oposta. Entende? Aceitar toda e qualquer oportunidade que aparece é viver à deriva na vida, sem controle sobre o que você vai realizar.

Outra passagem do livro sobre escolhas que ficou na minha cabeça: “Se não for um ‘sim’ óbvio, então a resposta é ‘não.’” Já pensou quanto tempo a gente pode economizar na vida se adotar essa abordagem? Mas, é claro, isso é mais fácil dito na frase de efeito do que na vida real. Então, o que fazer?

Dá pra adotar o essencialismo de forma gradual?

Eu acho realmente difícil alguém acostumado a dizer sim pra tudo adotar o essencialismo da noite pro dia. Isso requer um autoconhecimento que leva tempo, uma coragem que não brota do nada e também certa adaptação das pessoas ao nosso redor.

A primeira vez que alguém te pedir um favor, por exemplo, e você disser “não”, vai causar um estranhamento. Claro que você pode ter tato, explicar que está focado em x, y e z, e por isso não pode ajudar. Com o tempo, as pessoas vão passar a respeitar as suas decisões e entender que quando você fala “sim” pra alguma coisa, é porque mergulhou de cabeça.

Se você escolher bem onde vai mergulhar de cabeça, sua vida pode tomar um rumo muito mais certeiro profissionalmente. E, é claro, muito mais feliz do ponto de vista pessoal. Até porque dizer “não” pra um projeto que não te atrai tanto pra ficar com sua família, por exemplo, me parece uma decisão completamente essencialista.

Outro trecho do livro que gostei bastante:

O essencialista leva a vida sem arrependimentos. Quando identificamos corretamente o que mais importa e investimos tempo e energia nisso, fica difícil lamentar as escolhas. Sentimos orgulho da vida que escolhemos ter.

E então, já refletiu sobre o que é verdadeiramente essencial pra você? Pense em objetivos profissionais e pessoais também. Se a gente refletir bem sobre o que é essencial, invariavelmente vai perceber que precisamos dar mais atenção às pessoas que amamos.

Traçar um plano claro sobre onde queremos chegar e quem queremos ter ao nosso lado é o primeiro passo pra uma vida com mais sucesso e satisfação. E, claro, ter a disciplina pra falar “não” pra todo o resto. Mãos à obra!

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Author: Raíra Venturieri

Raíra Venturieri é jornalista, roteirista, escritora, filósofa de boteco e sim, bem tagarela. Foi repórter do Guia Quatro Rodas e tem matérias publicadas nas revistas Viagem e Turismo, Host & Travel e Viaje Mais, entre outras.

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