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Uma reflexão sobre a Síndrome do Impostor

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Uma reflexão sobre a Síndrome do Impostor

Acho que faz parte da trajetória profissional de qualquer pessoa certa dose de insegurança. Eu mesma tenho fases em que me sinto a profissional mais criativa e capaz do mundo, e outras em que me pergunto se não sou só uma garota que deu muita sorte na vida.

É a famosa síndrome do impostor, quando a gente não consegue admitir as próprias conquistas sem creditá-las a algum fator externo. E eu sinto que, em tempos de internet e tantos impostores de fato, é ainda mais fácil bater aquela insegurança de “será que eu tenho cacife pra isso mesmo?”.

Dá pra ser 100% seguro?

Se alguém souber a fórmula da segurança, faça o favor de compartilhar aqui nos comentários. A verdade é que todo mundo tem suas doses de autocrítica, nem sempre justa, e até as pessoas que a gente mais admira passam por isso.

Sabe aquela pessoa incrível, bem sucedida na sua área que você vive stalkeando no Instagram? Pode ser que ela faça a mesma coisa que você. Faz parte do processo de evolução questionar quais os nossos pontos fracos e até mesmo quais os privilégios que tornaram nossa trajetória um pouco mais fácil.

Reconhecer certos privilégios não é ceder à Síndrome do Impostor, até porque as oportunidades por si só não fazem milagre – é preciso fazer acontecer. Mas é importante ter consciência dos momentos em que a vida nos deu uma mãozinha, até pra não propagar discursos alienados por aí.

Quem sabe, tendo ciência dos seus privilégios, você não atue de forma mais ativa para abrir pra outras pessoas as mesmas portas que foram abertas pra você?

Impactar a vida de outras pessoas é o melhor caminho para lidar com a Síndrome do Impostor

E é nesse ponto que, a meu ver, está uma das melhores soluções para a Síndrome do Impostor. Quando você percebe que teve um impacto positivo na vida ou trajetória profissional de outra pessoa, fica difícil questionar suas capacidades.

E esse não é nem um discurso de “seja um bom samaritano, ajude o próximo”. Claro que é legal ajudar, mas acredito plenamente que os benefícios pra quem ajudou são igualmente enormes. No ambiente profissional, ter uma postura colaborativa conquista aliados. Na internet, compartilhar conhecimento constrói autoridade, que é algo muito valioso.

Isso tudo sem contar o senso de propósito, incomparável, que você sente ao ver que teve um impacto positivo na vida de alguém. Pode ser usar sua influência pra empregar um amigo, mas também pode ser algo muito mais simples – como tirar dúvidas de inglês, compartilhar sua resolução pra um problema comum ou ensinar um modelo de e-mail que vai fazer toda a diferença.

A Síndrome do Impostor existe porque, no fundo, existem vários fatorezinhos externos que podem nos ajudar sim. Mas se você se torna um desses fatores pra outras pessoas, a palavra “impostor” sai da equação. Se torna um ciclo de colaboração e crescimento profissional. Não é muito melhor assim?

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Author: Raíra Venturieri

Raíra Venturieri é jornalista, roteirista, escritora, filósofa de boteco e sim, bem tagarela. Foi repórter do Guia Quatro Rodas e tem matérias publicadas nas revistas Viagem e Turismo, Host & Travel e Viaje Mais, entre outras.

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