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Vacina para viajar por aí

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O certificado contra a febre amarela pode ser tão importante quanto o seu passaporte

Pessoal, o Delícia de Blog está na África do Sul! Que chique! Eu e mais uma turma de jornalistas de turismo desembarcamos na Cidade do Cabo há apenas algumas horinhas. Depois de 16 horas entre voos, conexões e esperas, já que só há trecho direto de São Paulo para Johannesbugo. Mais 5 horas de diferença de fuso horário. Ufa!

Mas chegar até aqui não foi a parte mais trabalhosa dessa viagem. Acredite. Antes de embarcar, eu precisei providenciar um documento essencial: o Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela. E ele só me deu um trabalhão porque eu negligenciei sua importância até o último minuto, e estou aqui para evitar que você faça o mesmo.

Vários países com grande incidência de doenças tropicais exigem este certificado, como Peru, Colômbia,Venezuela, Panamá e dezenas de outros, entre eles a maioria dos países africanos. Já viajei algumas vezes pela América do Sul e nunca me pediram o documento, então acabei dando pouca importância ao fato de que não o encontrava às vésperas da minha viagem à Africa. Aí vem o perigo: o nível de exigência varia de acordo com o país e, no caso da África do Sul, o certificado já é exigido desde o Brasil, no momento do check in com a South African Arlines. Ou seja, sem certificado, nem pisar no avião você vai.

Para vacinar-se é muito simples: você pode ir no Ambulatório do Viajante do Hospital das Clínicas (3069-6392) ou no Núcleo de Medicina do Viajante do Hospital Emílio Ribas (3896-1366), ambos próximos ao Metrô Clínicas, em São Paulo. Recomendo esses postos porque são acessíveis, não costumam ter espera grande e te dão a vacina e o certificado internacional na hora. O serviço é gratuito e, se você quiser, pode agendar uma consulta com um profissional para colher mais informações sobre cuidados de saúde no seu destino.

O certificado tem validade de 10 anos, então se você já precisou vacinar-se antes, é provável que ainda tenha um documento válido. Se você perdeu, precisará solicitar a segunda via, como eu, mas este processo é muito mais complicado do que deveria ser. Em geral, é mais fácil tomar outra vacina do que conseguir a segunda via, mas caso sua viagem esteja muito próxima e não dê mais para vacinar com os 10 dias de antecedência exigidos, aí você vai ter que ceder ao mundo da burocracia e desorganização.

A Anvisa tem registro eletrônico de quem vacinou-se ou adquiriu o certificado lá, mas se não foi seu caso, você terá que ir no posto em que tomou. E torcer. Há grandes chances de te entregarem livros enormes, organizados por data, para você achar seu próprio registro – prática usada até meados dos anos 2000, apesar da tecnologia dos anos 70. Ou, pior ainda, podem te falar que trocaram de computador e perderam todos os registros. Adivinha qual foi o meu caso?

No fim da história, o Hospital das Clínicas e das desculpas esfarrapadas conseguiu achar meu registro e fazer a segunda via, no dia exato da minha viagem. E no auge do meu stress. Evite problemas como este e dê a devida importância ao certificado, mantendo-o tão bem guardado quanto o seu passaporte. Vale a pena registrá-lo na Anvisa também, para que exista o registro eletrônico na eventualidade de uma perda. Há postos da Anvisa nos dois aeroportos paulistanos, então você pode encaixar essa prevenção na próxima vez que for viajar. Mais importante do que febre amarela é estar vacinado contra dor de cabeça e stress pré-viagem.

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Author: Raíra Venturieri

Raíra Venturieri é jornalista, roteirista, escritora, filósofa de boteco e sim, bem tagarela. Foi repórter do Guia Quatro Rodas e tem matérias publicadas nas revistas Viagem e Turismo, Host & Travel e Viaje Mais, entre outras.

0 comments

  1. Oi Ra, que legal estares ai por essas terras, aproveita, deve ser muito linda!
    Em tempo, fiz minha vacina ai em Sampa, no Instituto Pasteur.

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